SPFW 5º dia – 21.01.2010

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O primeiro desfile do 5º dia foi de Alexandre Herchcovitch com a sua coleção masculina. E tem o que falar? A começar pelas máscaras de caveira, que eram verdadeiras obras de arte. A coleção foi inspirada no filme “O sétimo selo”, no qual um cavaleiro medieval joga uma partida de xadrez com a morte. Destaque para o terno branco de listras pretas, para o tricô com fios de metal e para os casacos assimétricos que eram de um lado casaco e do outro capa. Dando continuidade ao clima macabro, muitos capuzes e na cartela de cores, preto, cinza, branco, vermelho e verde, além de muitas referências ao tabuleiro de xadrez.

A OEstúdio é conhecida pelos seus desfiles hi-tech e para apresentar sua coleção de inverno, deixou a passarela de lado e deu play em um vídeo interativo, mostrado em um telão gigante. O vídeo é muito bem dirigido, e válido como uma forma nova e criativa de apresentação. As peças eram focadas na alfaiataria, tecidos encorpados, peças de lã, estampas xadrez. Simples, bem feito e sem grandes novidades. A verdade é que a apresentação tecnológica acaba chamando mais atenção do que as próprias roupas, o que foge um pouco do propósito. Destaque para o colete desenvolvido pela marca para o Instituto Nacional de Tecnologia, que estrutura melhor o tronco e a cabeça de pessoas com deficiência. O colete foi usado pelas modelos durante o desfile e por um menino deficiente que antes de ter o colete, não conseguia se sustentar na vertical.

Jefferson Kulig não inovou e manteve os seus elementos favoritos nesta coleção de inverno 2010. Em time que está ganhando não se mexe, não é? Não sei se funciona muito bem na moda, porém, a coleção deve agradar as consumidoras e bombar nas araras das lojas. Drapeados, mistura de texturas e tecidos, materiais emborrachados,paetês dando efeito de escamas, cortes impecáveis feito a laser, silhuetas futuristas e ar hi-tech. Destaque para o casaco do primeiro look, que mistura lã e neoprene, e para a saia tulipa de cintura alta com pregas.

A Neon foi… impactante! Acho que esse adjetivo é o que melhor descreve a coleção de inverno de Dudu Bertholini e Rita Comparato. A gente aqui do blog ama o Dudu e falaria bem, mesmo que a coleção não tivesse sido tão boa assim. hahaha Mas foi incrível! A combinação de cores fortes – amarelo e vermelho, roxo e verde, marinho, amarelo e vinho – é corajosa para o inverno e quebra aquela idéia de cores frias para uma estação fria. Em um clima de safári e com direito a um leão gigante de isopor pintado na passarela, o desfile empolgou os fashionistas! Carpas se transformaram em sandálias; o elefante em uma túnica de cetim com ombros volumosos que faziam a orelha do bichinho – quase uma sátira aos tantos volumes de ombros vistos na temporada – a coruja em um grande caftã de plush; o tucano, em um longo preto de neoprene, com uma manga só, onde se formava o bico; vestido de ursinho, de zebra em tricô, casaco morcego… os bichos realmente estavam soltos! Destaque para o paletó sequinho com bolsos abaixo da cintura, feito do trabalho artesanal típico dos índios panamenhos, colorídissimo, efeito de estampa bem diferente e a cara da Neon.

Wilson Ranieri não trabalha com temas pré-definidos, or isso, sua coleção tem um ar de tema livre. Nesta temporada, a idéia predominante eram os tecidos leves e o uso da técnica moulage, ou seja, montar a roupa no corpo, sem emendar, apenas com dobras e drapeados. Um inverno de maxi calças, pantalonas, bermudas com efeito saia, tudo bem molinho e em tons pastéis, rosados, rosinhas e rosés, enfim… com um toque de verão. Talvez pela leveza dos tecidos, pelas cores ou pelas sandálias bem abertas. Bem light.

 Lino Villaventura usou e abusou da imaginação para criar esta coleção, aliás, como costuma fazer sempre. Lino fez o que sabe, do jeito que gosta. Tinha como não dar certo? Utilizando renda, seda, tule, organza e outros dos seus – e nossos! – materiais preferidos, ele bordou, nervurou, tingiu e torceu tecidos. O resultado é uma coleção bem acessível, com vestidos curtos de festa, saias na altura do joelho, paletó acinturadinho e tailleurs lindos e atuais, mais jovens do que ele costuma produzir e sem seguir muita tendência. Moda usando a imaginação e não o arquivo de moda já existente. Pra vida né?

 

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