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Coleção Fall/Winter 2010/2011 Victoria Beckham

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Adorei a nova coleção mostrada por Victoria no New York Fashion Week. Formada quase que exclusivamente por vestidos, e com o toque pessoal certeiro da “nova estilista”. Traz uma moda totalmente usável com looks simples, clássicos e elegantes, inspirado no estilo femme fatale dos anos 40, sem deixar a sensualidade de lado. Com cortes retos e estruturados marcando a cintura, e nas cores preto, vermelho, azul, verde, dourado e nude, a coleção foi sucesso.

Ai….quero tudo pro meu armário djá!!Incluindo o corpo rs!!!

SPFW 5º dia – 21.01.2010

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O primeiro desfile do 5º dia foi de Alexandre Herchcovitch com a sua coleção masculina. E tem o que falar? A começar pelas máscaras de caveira, que eram verdadeiras obras de arte. A coleção foi inspirada no filme “O sétimo selo”, no qual um cavaleiro medieval joga uma partida de xadrez com a morte. Destaque para o terno branco de listras pretas, para o tricô com fios de metal e para os casacos assimétricos que eram de um lado casaco e do outro capa. Dando continuidade ao clima macabro, muitos capuzes e na cartela de cores, preto, cinza, branco, vermelho e verde, além de muitas referências ao tabuleiro de xadrez.

A OEstúdio é conhecida pelos seus desfiles hi-tech e para apresentar sua coleção de inverno, deixou a passarela de lado e deu play em um vídeo interativo, mostrado em um telão gigante. O vídeo é muito bem dirigido, e válido como uma forma nova e criativa de apresentação. As peças eram focadas na alfaiataria, tecidos encorpados, peças de lã, estampas xadrez. Simples, bem feito e sem grandes novidades. A verdade é que a apresentação tecnológica acaba chamando mais atenção do que as próprias roupas, o que foge um pouco do propósito. Destaque para o colete desenvolvido pela marca para o Instituto Nacional de Tecnologia, que estrutura melhor o tronco e a cabeça de pessoas com deficiência. O colete foi usado pelas modelos durante o desfile e por um menino deficiente que antes de ter o colete, não conseguia se sustentar na vertical.

Jefferson Kulig não inovou e manteve os seus elementos favoritos nesta coleção de inverno 2010. Em time que está ganhando não se mexe, não é? Não sei se funciona muito bem na moda, porém, a coleção deve agradar as consumidoras e bombar nas araras das lojas. Drapeados, mistura de texturas e tecidos, materiais emborrachados,paetês dando efeito de escamas, cortes impecáveis feito a laser, silhuetas futuristas e ar hi-tech. Destaque para o casaco do primeiro look, que mistura lã e neoprene, e para a saia tulipa de cintura alta com pregas.

A Neon foi… impactante! Acho que esse adjetivo é o que melhor descreve a coleção de inverno de Dudu Bertholini e Rita Comparato. A gente aqui do blog ama o Dudu e falaria bem, mesmo que a coleção não tivesse sido tão boa assim. hahaha Mas foi incrível! A combinação de cores fortes – amarelo e vermelho, roxo e verde, marinho, amarelo e vinho – é corajosa para o inverno e quebra aquela idéia de cores frias para uma estação fria. Em um clima de safári e com direito a um leão gigante de isopor pintado na passarela, o desfile empolgou os fashionistas! Carpas se transformaram em sandálias; o elefante em uma túnica de cetim com ombros volumosos que faziam a orelha do bichinho – quase uma sátira aos tantos volumes de ombros vistos na temporada – a coruja em um grande caftã de plush; o tucano, em um longo preto de neoprene, com uma manga só, onde se formava o bico; vestido de ursinho, de zebra em tricô, casaco morcego… os bichos realmente estavam soltos! Destaque para o paletó sequinho com bolsos abaixo da cintura, feito do trabalho artesanal típico dos índios panamenhos, colorídissimo, efeito de estampa bem diferente e a cara da Neon.

Wilson Ranieri não trabalha com temas pré-definidos, or isso, sua coleção tem um ar de tema livre. Nesta temporada, a idéia predominante eram os tecidos leves e o uso da técnica moulage, ou seja, montar a roupa no corpo, sem emendar, apenas com dobras e drapeados. Um inverno de maxi calças, pantalonas, bermudas com efeito saia, tudo bem molinho e em tons pastéis, rosados, rosinhas e rosés, enfim… com um toque de verão. Talvez pela leveza dos tecidos, pelas cores ou pelas sandálias bem abertas. Bem light.

 Lino Villaventura usou e abusou da imaginação para criar esta coleção, aliás, como costuma fazer sempre. Lino fez o que sabe, do jeito que gosta. Tinha como não dar certo? Utilizando renda, seda, tule, organza e outros dos seus – e nossos! – materiais preferidos, ele bordou, nervurou, tingiu e torceu tecidos. O resultado é uma coleção bem acessível, com vestidos curtos de festa, saias na altura do joelho, paletó acinturadinho e tailleurs lindos e atuais, mais jovens do que ele costuma produzir e sem seguir muita tendência. Moda usando a imaginação e não o arquivo de moda já existente. Pra vida né?

 

SPFW 4º dia – 20.01.2010

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O quarto dia do SPFW foi aberto por uma das mais importantes estilistas do Brasil, Glória Coelho. Em uma coleção incrível e delicada, Glória usou fitas de cetim e transparências em bestidos e saias, que ficavam ainda mais bonitas com o movimento dado pelo desfile. Teve também pluminhas de organza que davam o efeito de pele em barras de saias, mangas e vestidos. Destaque para as mangas transparentes com cristais espalhados como pontos de luz. Na paleta de cores: off white, rose e nuvem.

Erika Ikezili inspirou-se nas artes plásticas para criar a sua coleção de inverno 2010. A partir desta inspiração é que criou peças com jogos de sombra e luminosidade, e que desenvolveu uma espécie de lã sombreada, com fios rústicos, apresentada em seus primeiros looks. A coleção era suave, desde os tecidos, como o tule plissado, até as cores lavadas, exceto pelo preto e vinho dos últimos looks. Ombros pontudos e volumosos, vestidos tomara-que-caia, calças mais curtas e as modernas ankle boots, que junto com a bolsa de franjas são o destaque do desfile.

Amapô surpreendeu com um dos melhores desfiles da temporada. O primeiro look era um vestido com tiras de jeans de várias lavagens, unidas por zíperes, que davam um toque fetichista muito moderno. E Fernanda Lima arrasou, assim como fez no Fashion Rio. A técnica das tiras de zíper foi usada também em casacos, calças e saias. Além disso, teve muita coisa legal como as falsas mangas que amarravam outras peças, calças e bermudas com
aplicação de tachas para os meninos, casacos com efeito de veludo e estamparia de jornal, e em clima de Olimpíadas e Copa, vestido de bandeira do Brasil, mega lavado, em tons pastéis. Amei tudo. Mas acho que o volume das mangas, poderia ter sido reduzido. As mangas eram tão grandes, que como disse Regina Guerreiro – a gente AMA! – seria preciso entrar de perfil nos lugares.

Huis Clos desfilou as mangas mais bonitas da temporada, pois conseguiram marcar os ombros e fazer volume na medida certa, sem prejuízo na silhueta e com modelagem impecável, tudinho em seu devido lugar. Destaque para o uso de diversos materiais, que deram o efeito de pele levíssimo e da própria mistura de peles que foi feita. A coleção é fina, sabe? Franjas de cetim, organza, saias de modelagens incríveis, transparências se revelam nas pregas macho das saias e em muitos outros detalhes.

A 2nd Floor mostrou um dos melhores desfiles da temporada, todo inspirado em Sherlock Holmes e outros detetives – inclusive o jogo de tabuleiro! E falando em detetive, a primeira peça que todos pensam é o trenchcoat, claro! Na 2nd Floor, o trench recebeu uma releitura e se transformou em vestidos, pelerines, casacos, e até em mini-trench – fofos – que formam looks leves e limpos. E teve jeans, double-jeans, calça e camisa, xadrez, mini vestidos de lã, cinza-mescla dando formas a leggings femininas e masculinas. Destaque para as tranças de tricô em ponto largo que por vezes se misturam com alfaiataria e para as maletinhas e doctor bags, que tem tudo para virar o must-have da estação.

A Animale continua buscando a modernidade de tecidos, apostando em peças futuristas e tecnológicas. A coleção de inverno segue nesta linha, com feltro desgastado, lãs que parace que foram jogadas na modelo e do jeito que ficar, ficou. Como uma espécie de cobertor, que descontrói a silhueta propositalmente. As tachas em acrílico dão um efeito hi-tech, assim como todos os tecidos usados. A marca tem investido em pesquisas neste sentido, pretendendo os melhores tecidos, as melhores peças, os melhores efeitos… Uma coisa é verdade, eles tem as melhores tops em seu casting – Raquel Zimmermann, Isabeli Fontana, Ana Claudia Michels e Ana Beatriz Barros.

SPFW 3º dia – 19.01.2010

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E no terceiro dia, lá na Bienal…

A Iódice desfila sua coleção de inverno inspirada no estado do Amazonas, usando elementos da natureza para dar formas às suas peças leves, drapeadas, com detalhes nas golas, nos botões e nos ombros – o grande trunfo da temporada, aliás, ombros para as roupas e côncavo para o make. A alfaiataria se mostra pesada, com a inusitada combinação lã + tachas. Vimos rendas, sobreposições, couro, vestidos chiquérrimos pretinhos com corte impecável. Destaque para as estampas de pássaros e para as leggins! Li algumas críticas falando sobre a não criatividade da coleção. Pode até ser… Mas eu achei tudo incrível.

Ronaldo Fraga apresentou não só um desfile, mas um espetáculo teatral. Inspirado em Pina Baush, uma das maiores coreógrafas do balé moderno, Ronaldo mostra uma coleção invertida, colocando a frente das peças nas costas da modelo, sendo que o rosto destas eram na verdade, os cabelos e na parte de trás haviam máscaras, que causaram impacto, emoção e até medo!  No entanto, a coleção é quase nada comercial, para não dizer nada.  E quem se importa? Ronaldo Fraga é a liberdade que mostra.

Simone Nunes inspirou-se nas roupas de patinação artística no gelo, assim como nas ilustrações de Amy Cutler, com aquela pegada conto de fadas. O resultado são ótimo bodies trabalhados em lycra e tule, calças carrot, camisas sequinhas, blazers com detalhes laterais feitos com franjas de canutilhos prateados, saias-tulipa – sempre presentes na temporada! – e arrematando toda a coleção, muita textura e sobreposições fofas e elegantes, baseadas na cartela de cores de marrons e beges. A modelagem da coleção de verão decepcionou muita gente, e há quem não esteja muito satisfeito também com a de inverno, que poderia caprichar mais no posicionamento dos ombros e principalmente, nos volumes 3D dos vestidos, que acabam não valorizando a silhueta.

Sou suspeita para falar de Fábia Bercsek, porque eu sou fã mesmo. Mas enfim… O inverno 2010 de Fábia foi dividido de acordo com os quatro elementos: ar, fogo, terra e água. Inspirada em Joana D’Arc, o inverno forte
de Fábia veio de cabelos curtos, olhos pretos borradinhos, botas de cano alto, correntes, tachas e para brincar de leve/pesado, brilhos, babados, organza e rosa! A coleção é boa, apesar de algumas peças estranhas como a tão criticada bermuda de babados e os outros looks das botas vinho. Fábia fechou sua loja no meio do ano passado, pulou a coleção de inverno e voltou no verão 2010, com direito a reabertura de uma loja incrível nos Jardins. E está dando andamento ao seu trabalho de estilista, juntamente com o de artista – que é igualmente fantástico.

Ellus e o bafo que foi a presença do modelo Jesus Luz, ai que preguiça de falar dele… Posso passar? A marca já é top no conceito jeanswear e mais uma vez apresentou sua coleção com este foco. Destaque para o jeans encerado, mais conhecido como leather denim – patenteado por Adriana Bozon. Esse jeans tem um efeito tão fiel ao couro, que essa dúvida permanece durante todo o desfile. A Ellus hypou o modelo boyfriend e por isso, muita gente estava esperando para ver qual seria o shape da vez! E durando o inverno 2010 o hype é a modelagem slim, de gancho baixo e perna afunilada, junto com a super-skinny e a clochard. Além disso, pegada esportiva que apareceu bastante nesta temporada, com o uso do náilon e do neoprene. Não vou colocar foto do Jesus, porque na minha opinião, ele estragou todos os looks que vestiu. Poderia ter ficado apenas sentado na fila A né?!

A Triton em parceria com a cantora Luísa Lovefoxxx, da banda Cansei de Ser Sexy, apresentou uma coleção de inverno inspirada em no bairro de Harajuku, na cidade de Shibuya, Japão. Tinha de tudo na passarela, que realmente ficava difícil analisar o conjunto, ou até mesmo o individual. Eram texturas, tecidos, volumes, formas estampas – que mostravam a identidade de Lovefoxxx – paetês, sarja, malha, tricô, adesivos fluo e moleton! No entanto, todos esses elementos foram sobrepostos de uma maneira natural, como se tudo estivesse bem conjuntinho. A sobreidade ficou por conta da alfaiataria, que trouxe looks pretos bem harmonizados e a sensação de que a coleção agora sim, tinha a cara da Triton. A marca deixou o jeans para o comercial e se dedicou no styling para a passarela, o que é sempre muito bom.

 

SPFW 2º dia – 18.01.2010

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Segundo dia de SPFW e quem abre as passarelas é a grife Maria Bonita, com uma coleção inspirada na obra da arquiteta Lina Bo Bardi, conhecida por suas formas brutas de concreto e fios aparentes e que, apesar de tais características, não perdem a sofisticação. E foi nessa mesma idéia que as peças da coleção de inverno foram produzidas, utilizando tecidos encorpados, volumes, recoretes e fendas, as peças aparecem arquitetônicas como blocos.

Reinaldo Lourenço sempre apresenta desfiles poderosos. Desta vez, a coleção tinha como tema a “vitória da luz e celebração da Espiritualidade” e a passarela iluminada com pontos fortes de luz. A primeira parte do desfile foi inteira de looks comtemporâneos, como as roupas que as moças nobres usavam nos anos 40. Vestidos abaixo do joelho, silhueta reta e bem ajustada ao corpo, texturas combinadas entre organza e lã. Na segunda parte, o militarismo aparece em couro, peças com ombros marcados e pontudos, bolsos, verde exército em looks monocromáticos.

Com um pequeno remember dos anos 90, Maria Garcia fez as fashionistas dançarem na fila A de seu desfile, ao som de Cake, a estilista Camila Cutolo apresentou sua coleção de inverno 2010, com um mix de streetwear sofisticado – jovem e vintage ao mesmo tempo. Destaque para o trico no vestidón vermelho e para as galochas de couro envernizado – quero os dois djá! Muitas estampas florais, muito dourado, e uma cartela de cores variada entre os tons fortes e os neutros. Com referências buscadas no hip-hop, as peças da coleção possuem modelagem mais larga e confortável, relacionadas com aquela idéia de pegar as roupas do guarda roupa do boyfriend. Os tecidos escolhidos são bem fininhos, dando leveza às peças e um toque delicado aos looks.

Alexandre Herchcovitch foi buscar na Georgia, Rússia, inspirações para o inverno 2010. O resultado foi uma coleção riquíssima, com peças bordadas, aplique em rendas, pedras e paetês, correntes que somadas aos acessórios complementam a arte criada em cima do look. Destaque para os mantôs curtinhos de pele, para as saias godê, toda a parte de alfaiataria que tá escândalo e para as CORRENTES – eu amo! Entre as tops que desfilaram para Alexandre, Isabeli Fontana e Carol Trentini. O público aplaudiu de pé! Já tá no TOP 5 – Melhores Desfiles, certeza!

O inverno da Cori é de texturas, os materiais apresentados nas peças enriqueceram a coleção e fizeram um jogo de formas e pesos incrível. São saias-tulipa – tem aparecido em todas né? – casacos volumosos e arredondados nos ombros, vestidinhos acinturados, calças cheias de pregas, capas evasê. Destaque para a alfaiataria, inspirada nos anos 60.

A coleção da Forum Tufi Duek foi pensada e assinada por Eduardo Pombal, que pela primeira vez produziu tudo sozinho, sem Tufi Duek. A intenção dele era transmitir uma mensagem que fosse a cara da marca, buscando referências na Forum dos anos 90. E assim é o inverno 2010 da grife,  sofisticadamente sensual. As camisetinhas, regatas e camisas são ajustadinhas ao corpo; as calças curtas e de gancho baixo, fazem o estilo boyfriend; as saias e vestidos godês, volumosos ou casulo; e macacões leves. Destaque para a calça de paetês, maravilhosa e para o neoprene utilizado em algumas peças, bem atual. A top holandesa Lara Stone – que a gente quer ser amiga! – abriu e encerrou o desfile.

Samuel Cirnansck apresentou uma coleção surreal. O estilista, sempre focado nas roupas de festa, apresentou uma coleção glamourosa, criativa e bem humorada. Destaque para a alfaiataria nos vestidos pretos e paletózinhos, talvez as poucas peças comerciais da coleção, já que por vezes as tops entraram com looks estofados e volumosos dando a impressão de estarem vestidas de sofás, ou chapéuzinho no estilo abajur, ou em uma mesa de centro! hahaha Tudo isso pela inspiração do estilista em Thomas Chippendale, referência do mobiliário inglês do século 18.

 

SPFW 1º dia – 17.01.2010

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Neste domingo começou o SPFW e nós aqui do Segura continuamos com a nossa cobertura à distância! Confesso que estou bem mais animada com o SPFW, acho que por estar rolando mais pertinho de mim… hahaha

E o primeiro desfile da temporada paulista foi o da Cavalera, que arrasou em um desfile feito lá na galeria do rock, com um de seus sócios fundadores, Igor Cavalera, tocando ao vivo. Bem rock’n’roll, bem a cara da marca, bem a cara dos consumidores.

A coleção é toda dark, inclusive nos jeans escurecidos – que eu amo! – com acabamentos em cinza, preto e até jeans dourado fosco! E o tempo todo brinca bastante com o leve/pesado, o que combina muito com o nosso inverno tropical. Destaque para a alfaiataria que vem cada vez mais forte na grife jeanswear e desta vez, estava bem caprichada com modelagens modernas em coletes e paletós masculinos.  O tema da coleção foi “Sexo, moda e rock´n´roll” e com essa inspiração o feminino da grife, veio todo sexy e fetichista. Teve até Paulo Miklos entrando com duas loiras e brincando com o tema escolhido. Além disso, o dono da marca Alberto Hiar, mais uma vez misturou pessoas normais com os modelos profissas na passarela. Bem legal né?

A Osklen foi a segunda a desfilar e mostrou uma coleção tridimensional, dando um efeito visual bem diferente na passarela. As peças são todas 3D em seus volumes, em seus tecidos e estampas. Destaque para os pulls imensos e coloridos, que infelizmente não serão comercializados pela marca, até por não fazerem sentido no inverno aqui do Brasil. Nesta coleção, a grife se distanciou muito da moda que costuma fazer, que é a de rua, a moda street. Tanto é que, pouquíssimas peças desfiladas vão mesmo para as lojas.

O inverno de Priscilla Darolt é futurista e sua coleção mistura elementos esportivos, como os tecidos, os velcros, o náilon – muito visto no Fashion Rio! – e as alças de mochila, com elementos fetichistas como os corsets, as saias tulipas, os recortes e os tecidos em tela. Tudo bem sexy, bem mulherão! O desfile teve equilíbrio entre o conceito, ou seja, as peças “de passarela” e o comercial, que são as peças que serão produzidas e comercializadas.

Fause Haten escolheu o caos! Sua coleção para a temporada do inverno 2010 tem meio que tema livre, mas com a intenção clara de causar impacto aos olhos dos fashionistas. Segundo o próprio, durante o desenvolvimento perguntava-se: “o que não se acrescentaria a este look de jeito nenhum? Pois é isto mesmo que vamos acrescentar!”. O desfile foi rico em tecidos, texturas, brilho, peles, sobreposições mil, alfaiataria, moulage, goê, lurex… sabe assim um pouco de tudo? Em alguma coisa ele ia acertar né? E parece que foi em mais de uma… Ah! Ele também cantou durante o desfile! Luxo!

Mário Queiroz, foi contra todas as coleções apresentadas no Fashion Rio, que usavam uma paleta de cores sóbrias e tons frios e abusou das cores na primeira parte do seu desfile. Com peção como cardigãs coloridos, trench em vinil vermelho, jaqueta amarela, camisa azul… Looks em xadrez, matelassê, moletons estampados, calças quase cenouras em jeans escuro e lã. Tudo ultramoderno.

Alexandre Herchcovitch fez o link entre beachwear e lingerie, e foi assim a coleção do inverno 2010 da Rosa Chá. Com biquínis, maiôs e bodies feitos em nude, estampados com renda, ou mesmo com estas aplicadas com patchwork de tule, que deram um movimento lindo na passarela. As peças tinham um que de roupa de mergulho, pelo neoprene, pelos recortes, pelos aplique, mas com muito glamour e uma elegância apoiada nos cristais e nas rendas. A marca pretende investir também em roupas, e por este motivo, desfilaram uma alfaiataria excelente em vestidos, paletós e saias de corte impecável, todos com nós dando a impressão de diversas amarrações feitas nas cangas. Além de, Chanel Iman, top norte-americana linda, fofa e que arrasou.

 A Colcci trouxe o tema viajantes, com um clima de mochilão mesclando com a tendência do militarismo. Na paleta de cores: verde militar, cinza e tons de rosa. Os vestidinhos de babados, as saias bem molinhas, saias rodadas longas e na altura do joelho, saias godês de lavagem especial em tons de verde ou com apliques em tachinhas, chapéus… Para os meninos camisa xadrez, mangas compridas, suéteres, jeans desgastado… Os sapatos, as meias meio polainas e as sobreposições brincaram com a questão do leve/pesado e ao mesmo tempo que fizeram desta coleção, uma coleção mais sofisticada, não perderam a essência da marca que é a jovalidade.  Eu amei e fico bem feliz de saber que a coleção inteira é comercial! Para suprir a ausência de Gisele, desfilaram para a Colcci: Cauã Reymond, Alessandra Ambrósio e Izabel Goulart.

Fashion Rio 6º e último dia – 13.01.2010

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Nica Kessler estreou no Fashion Rio e chegou com vontade! MUITA! A coleção de Nica é toda bem feminina, ao ponto de ter se tornado exagerada. Todas as peças tinham babados, de todas as formas, tamanhos, tecidos e cores. Além de pompons, peles, laços, brilhos, chapéus, muitas pulseiras, brincos e anéis, mega frisados nos cabelos das modelos! Quanta informação né? Com isso, a maioria das idéias não foram bem exploradas e acabaram se apagando em meio a tanto babado e confusão! Novamente, terei que citar plavaras da nossa diva picumãzete, Glória Kalil: “A severidade do comentário não é gratuito; uma estilista que se propõe a mostrar sua moda numa passarela profissional como a do Fashion Rio tem que estar preparada para ser avaliada. Desejamos de coração que ela saiba ler as críticas de cabeça aberta para que tenha um futuro longo na moda brasileira.”

E no último dia de Fashion Rio, a Patachou voltou ao line-up depois de alguns anos afastada, agora sob o comando da jovem estilista Érika Frade. Porém, a coleção também acabou caindo na mesmice e desfilou mais ombros marcados, leggings, drapeados, transparências, vestidinhos tulipa, enfim… O tricô que era o grande protagonista da marca ficou de lado e quase não se viu. Talvez, sob nova direção, a intenção da marca seja fugir desse antigo rótulo. Será?

Andrea Marques, fez história na moda brasileira no Maria Bonita Extra e pelo jeito, continuará fazendo agora com a grife que leva seu nome e que estreou semana passada no Fashion Rio. Por todo o seu já conhecido currículo, o desfile era um dos mais aguardados e a designer não decepcionou em nada, mostrando uma coleção madura e muito refinada, com tudo que não cai de moda nunca, estampas deslicada, decotes adequados, corte e materiais de qualidade que favorecem no caimento das roupas. Na cartela de cores: marrons, cinzas, verdes, mostardas, pretos e lilás. Ah! Atenção nos acessórios, sandálias, maquiagem e cabelos das modelos. Quem sabe, sabe.

A New Order mostra coleção de acessórios inspirada no universo canino. As roupas serviram apenas de pano de fundo para o desfile, já que não serão produzidas. E o mochilismo, como eu já havia dito, é tendência já anunciada. Vimos na New Order mochilas de tachas, de franjas, de pelos, furadas. Nos tênis, cano alto, print animal, amarrações e correntes que remetem à coleiras. Aliás, em dado momento do desfile a modelo leva seu salto alto para passear de coleira. hahaha

Alessa se inspirou na música e nos intrumentos musicais para criar sua coleção, tanto é que em um dos primeiros looks desfilados, a modelo veste camiseta na qual está estampada a frase “Play Me”. Os paêtes retangulares e os colares são como as teclas de piano. Estampas de partiduras e instrumentais, apesar de desevolverem o tema durante o desfile, se mostram pouco comerciais. Ponto para as modelagens perfeitas que aparecem plissadas, com pregas e dobraduras, muito bem posicionadas nas barras dos vestidos-camiseta. E pra mim, o ponto alto, foi a trilha com Roberto Carlos. Apesar de muitos acharem que, por ser este o último desfile do Fashion Rio, ele poderia ter encerrado com uma vibe mais animada! Verdade. Mas rei é rei!